quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Poetizando...

Florbela e a ânsia de infinito

Em carta a Guido Battelli, diz Florbela:

O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!

(Florbela Espanca, «Cartas a Guido Battelli»).