sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dúvida frequente: "Tenho de" ou "Tenho que"?




"Tenho de" ou "Tenho que"?

1 - Usa-se "Tenho de" quando o sentido for de obrigação, necessidade, desejo ou interesse. 
Por exemplo:
  1. Temos de lutar por nossos direitos.
  2. O diretor da escola terá de dar explicações sobre o aumento de seu salário.
  3. O expediente tem de acabar às seis horas da tarde.
  4. Eles tinham de avisar a mãe que iriam sair.
  5. O gerente teve de indenizar todos os ex-funcionários.


2 - Usa-se "Tenho que" para expressar possibilidade
Por exemplo:
  1. Talvez você tenha que buscar sua irmã na escola hoje.
  2. É possível que ele tenha que fazer uma operação.         


Dúvida frequente: "Perca" ou "Perda"?


"Perca" ou "Perda"?

As palavras “perca” e “perda” são parônimas, ou seja, possuem grafia e pronúncia semelhantes. Por esse motivo, há muita confusão quando empregadas. Entenda o significado de ambas:

Perca - é uma forma verbal, ou seja, flexão do verbo “perder”. Aparece na primeira e terceira pessoas do singular do presente do subjuntivo e na 3ª pessoa do singular do imperativo. 

Exemplos:
a) Não perca tempo! (3ª pessoa do singular do imperativo)
b) Não quero que ele perca essa vaga! (3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)

Perda – é um substantivo que significa se privar (desapossar, excluir) de alguém ou de algo que se tinha. 

Exemplos:
a) Espero que não haja perda de bagagens nesta companhia aérea.

b) Carolina está triste, pois a perda do pai a abalou muito.

Dica do dia: AS DIFERENÇAS ENTRE CONJECTURA OU CONJETURA E CONJUNTURA



Dúvida frequente: "Para" ou "Pra"?

 

"Para" ou "Pra"?

"Pra", "pro", "pras" e "pros" são contrações de "para a", "para o", "para as" e "para os". 

Ao escrever, devemos optar pela forma "para", exceto em textos especiais (letra de música, poemas, frase de publicidade, cartas pessoais, e-mails), onde podemos usar o “pra” se quisermos. 

Na fala, aceita-se o uso da forma "pra".

Exemplos:
Viajei para o Japão ano passado. (texto formal, escrito)

Fui pra casa da minha tia ontem. (texto informal, fala)

Dúvida frequente: "Haja vista" ou "Haja visto"?


"Haja vista" ou "Haja visto"?

A forma correta da expressão é "haja vista", já que a palavra "vista", nesse caso, é invariável, pois faz referência a vista, com sentido de "olho". 

Devemos escrever haja com "j", pois é uma flexão do verbo "haver" na terceira pessoa do imperativo afirmativo.

Haja vista significa "por causa de", "devido a", "uma vez que", "visto que", "já que", "porque", "tendo em vista"
Por exemplo:
Faremos uma visita a ele, tendo em vista que ele está doente. (= Faremos uma visita a ele, haja vista que ele está doente.)

Nunca diremos ou escreveremos "tendo em visto", portanto só devemos usar "haja vista".
Por exemplo:
Acordarei cedo, haja vista que terei muitos compromissos.

Ela está estudando, haja vista a prova que fará na próxima semana.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

palavra do dia!




anuência
(anuir + -ência)
s. f.
Consentimento que implica aprovação.

‘Se eu ver’ ou ‘se eu vir’? Veja como conjugar o futuro do subjuntivo


  • Quando você vir o que ela fez, tomará as providências necessárias! (verbo ver)
  • Quando você vier e souber o que ela fez, tomará as providências necessárias! (verbo vir)

 Há sempre muitos equívocos, principalmente quanto à primeira oração, pois é muito comum ouvirmos “quando você vir aqui em casa”, por exemplo!


Toda dúvida está na conjugação dos verbos “ver” e “vir” no futuro do subjuntivo:

• O verbo ver é precedido da partícula “se” ou “quando” e tem terminação em “ir” na primeira pessoa: 
quando eu vir, quando tu vires, quando ele/ela vir, quando nós virmos, quando vós virdes, quando eles/elas virem.

• O verbo vir, também precedido por “se” ou “quando”, é caracterizado pelo acréscimo da vogal “e”: 
quando eu vier, quando tu vieres, quando ele/ela vier, quando nós viermos, quando vós vierdes, quando eles/elas vierem.

Outra imprecisão está na conjugação destes verbos no presente do indicativo (vir-> vimos) e no pretérito perfeito do indicativo (ver-> vimos):

Veja...

  •  Nós vimos porque queríamos lhe dar os parabéns! (vir)
  • Nós vimos quando você entrou na festa ontem! (ver)

Portanto, para não haver suspeitas, é importante verificar o uso correto de “ver” e “vir”, principalmente destes dois casos apontados acima:

Veja outros exemplos:

1. Se eles vierem/virem, diga a eles que não irei demorar! (verbo vir)
2. Saberemos se é verdade, se virmos/vermos a notificação assinada! (verbo ver)
3. Quando ele vir/ver seu boletim, vai ter muito orgulho! (verbo ver)
4. Vamos decidir para onde iremos, quando eles vierem/ virem da escola! (verbo vir)

Observação: os derivados de ver e vir seguem o mesmo modelo: rever, antever, intervir, convir, etc.



poetizando... Veríssimo




Amizade é como música:
duas cordas afinadas no mesmo tom,
vibram juntas...
Amizade, palavra que
designa vários sentimentos,
que não pode ser trocada
por meras coisas materiais...
Deve ser guardada e conservada
no coração. 



Érico Veríssimo

Qual usar: Invés de ou Em vez de?



Invés de: representa contrariedade, oposição, o inverso.

Exemplos:
O professor faltou ao invés de ir pessoalmente ministrar a palestra.
Comunique-se com clareza ao invés de guardar informações importantes ao grupo.

  • Nos dois exemplos, é perceptível a ideia de contrariedade, embora o uso seja restrito.

  
Em vez de: quer dizer no lugar de. É uma locução prepositiva, sendo terminada em de normalmente. Expressa ‘’em lugar de’’.


  • Para facilitar, vai uma dica: 

Use em vez de. Além de ser estilisticamente mais adequada cabe aos dois casos citados, não necessariamente encerrando a ideia restrita de oposição. 

Trabalhadores de todo o país estão se preparando para a paralisação do dia 30 de agosto.


Trabalhadores de todo o país estão se preparando para a paralisação do dia 30 de agosto


Nesta sexta-feira, será realizado em todo o país o Dia Nacional de Paralisação. Chamada pelas oito centrais sindicais, a data deve ser um marco na luta da classe trabalhadora no segundo semestre de 2013. Além de participar das várias manifestações que tomaram as ruas do país nos últimos meses, trabalhadores de diversas categorias realizaram, em abril, junho e julho deste ano, grandes atos demonstrando a crescente insatisfação com as políticas os governos e clara disposição para o enfrentamento.
A paralisação nacional já está sendo organizada em ao menos 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e ganha força em todo o país.

Confira os eixos da pauta unificada proposta pelas Centrais:

- redução do preço e melhor a qualidade dos transportes coletivos;
- mais investimentos na saúde e na educação pública;
- fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
- redução da jornada de trabalho;
- Salário igual para trabalho igual, combatendo a discriminação da mulher no trabalho;
- fim dos leilões das reservas de petróleo;
- contra o PL 4330, da terceirização;

- Reforma Agrária.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Mafalda é sempre tão sincera!




Informação importante:


"A presidente Dilma Roussef decidiu prorrogar por mais três anos a entrada em vigor, em caráter definitivo, do novo Acordo Ortográfico da língua portuguesa. A presidente determina que o período de transição para implementação das novas regras vai até 31 de dezembro de 2015. O prazo original ia até 31 de dezembro de 2012. Com o novo decreto, as determinações do novo acordo deverão ser seguidas, obrigatoriamente, a partir de 2016."



Você acredita em um futuro melhor?


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PÁRA-QUEDAS, PARA-QUEDAS ou PARAQUEDAS?




O novo acordo ortográfico extinguiu o acento diferencial da forma verbal "para", terceira pessoa do presente do indicativo de "parar".

E estabeleceu a grafia sem hífen no caso de "paraquedas" e derivados, como "paraquedismo" e "paraquedista".

Mas a grafia sem hífen vale apenas para a família "paraquedas".

Nos demais compostos com "para", o hífen foi preservado:para-brisa, para-choque, para-lama, para-raios.


Em tempo - As palavras "parapeito" e "parapente" sempre foram grafadas assim, sem hífen, pois não se formaram no nosso idioma: a primeira vem do italiano "parapetto", literalmente "parar, proteger o peito"; ao passo que a segunda vem do francês "parapente", uma composição em que entram os elementos "para" de "parachute" (paraquedas) e "pente" (colina, morro).

estático e extático




As palavras estático e extático existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus significados são diferentes e devem ser usadas em situações diferentes.

Estático é sinônimo de imóvel, parado.
Extático é sinônimo de maravilhado, pasmado.

Os sete pecados mortais da crase

  

É impossível haver crase:

1º) antes de palavra masculina: “Ele está no Rio a serviço”;

2º) antes de artigo indefinido: “Chegamos a uma boa conclusão”;

3º) antes de verbo: “Fomos obrigados a trabalhar”;

4º) antes de expressão de tratamento: “Trouxe uma mensagem a Vossa Majestade”;

5º) antes de pronomes pessoais, indefinidos e demonstrativos: “Nada revelarei a ela, a qualquer pessoa ou a esta pessoa”;

6º) quando o “a” está no singular, e a palavra seguinte está no plural: “Referimo-nos a moças bonitas”;


7º) quando, antes do “a”, existir preposição: “Compareceram perante a Justiça”.

BIFE A CAVALO (sem crase), BIFE À MILANESA (com crase)


BIFE A CAVALO, À MILANESA


BIFE A CAVALO – Sem crase
Usa-se crase quando se pode entender “à moda de”, como é o caso de “bife à milanesa” (à moda de Milão), “bife à portuguesa” (à moda de Portugal), “bife à Camões” (à moda de Camões), etc.

"Encima" junto) e "em cima" (separado)


Encima ou em cima?

As duas grafias existem no Português.

Encima vem do verbo “encimar” conjugado ou na terceira pessoa do singular do indicativo ou na segunda pessoa do singular do imperativo. Significa “coroar”, “algo situado acima de”, “elevar”.

Um exemplo de uso: A secretária foi encimada diretora administrativa da empresa.

Em cima, bem mais usado que o verbo referido anteriormente, é um advérbio ou preposição. Significa “na parte mais elevada”, “na parte superior”, “sobre”, e é antônimo de “embaixo”.

Alguns exemplos:
1. Esse pacote estava em cima da mesa ou embaixo?

2. Pode colocar o livro em cima da mesa, por favor.

"de baixo" (separado) e "debaixo" (junto)

 
de baixo

Preposição + adjetivo

Roupas de baixo femininas ou masculinas
 Pessoa de baixo peso / de baixa estatura / de baixo caráter

Oposição a “cima”

Olhou-a de baixo a cima
 Pintou a parede de baixo para cima


 Debaixo

Advérbio – equivale a lugar inferior. Normalmente seguido da preposição de.

Deitado debaixo da árvore
Carregava uma faca debaixo (sob) das roupas
Formou-se debaixo (sob) de juramento

A cerca de / Acerca de / Cerca de / Há cerca de


A cerca de / Acerca de / Cerca de / Há cerca de

1. A cerca de ou cerca de significam “aproximadamente”, “mais ou menos”.
" Estávamos a cerca de dois quarteirões do local do crime."


2. Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.
"Falei acerca da situação econômica do Brasil."

3. Há cerca de exprime tempo decorrido, significando “faz aproximadamente”.
"Ele viajou há cerca de duas horas."


Fonte: http://falabonito.wordpress.com

Pensamento do dia!


22 de agosto: DIA DO FOLCLORE


 Folclore

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.


Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

palavra do dia...


peculato
(latim peculatus, -us)
s. m.

Desvio e roubo de dinheiros públicos por quem os tinha a seu cargo.


Fonte: http://www.priberam.pt

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Uso de formas no particípio:Tinha Pego ou Tinha Pegado?


Tinha Pego ou Tinha Pegado?

A dúvida entre dizer/ escrever "tinha pego" ou "tinha pegado" ocorre porque, na língua portuguesa, há verbos denominados abundantes, que apresentam uma forma regular e uma forma irregular:

Regulares – terminam em -ado e -ido: precisado, enxugado, ganhado, pegado
Irregulares – mais curtas: preciso, enxuto, ganho, pego

O que um bom usuário da língua precisa saber é quando usar cada uma dessas formas.

Regulares: usadas com os verbos auxiliares TER e HAVER.

Exs.:
Ela tinha aceitado o convite para a audiência.  
A funcionária havia enxugado o teclado, pois derrubara água nele.
Havia imprimido mais folhas do que era necessário.

Irregulares: usadas com os verbos auxiliares SER e ESTAR.

Exs.:
O horário da reunião foi aceito por  todos. 
O teclado estava enxuto.
Foram impressas folhas desnecessárias.
     
Portanto, devemos dizer/ escrever:

"Ele tinha pegado todos os documentos necessários para a efetivação da compra do imóvel."


"O suspeito foi pego pela polícia."

sábado, 3 de agosto de 2013

03 de agosto comemora-se a extinção da cENsUrA no BrAsiL



Vocês sabiam que no dia 03 de agosto comemora-se a extinção da censura no Brasil? 

Saibam como ocorreu este processo que marcou um novo tempo de liberdade de expressão.