sexta-feira, 30 de setembro de 2011


Sustar ou assustar o cheque?

A primeira forma é a correta.
Sustar significa suspender, interromper, parar, fazer parar. Um cheque pode ser sustado, assim como a venda de um imóvel, por exemplo. Assustar não tem o mesmo sentido de sustar, é só causar ou sofrer susto, atemorizar, amedrontar, intimidar.

Ela discuti ou ela discute?

A segunda forma é a correta. Os verbos terminados em “-ir” são escritos com “e” na terceira pessoa do singular do presente do indicativo: ele discute, corrige, dirige, diverte, garante, submete, subverte etc. “Discuti” é a forma da primeira pessoa singular do pretérito perfeito (exemplo: eu discuti com ele) e a forma da segunda pessoa do plural no imperativo (exemplo: discuti vós imediatamente este assunto).

Grifar ou grafar com "G"?

A segunda forma é a correta. Grifar significa sublinhar, marcar palavras ou números com sublinha, a fim de chamar a atenção, destacar. Exemplo: Grifei duas linhas daquele texto. Já grafar tem o sentido de escrever uma palavra, optando por determinada grafia. 
Exemplo: Meu nome, Virgínia, é grafado com "g", e não "j".

Vale a pena ou vale à pena?

A primeira forma é a correta, sem crase.
Podemos analisar de duas formas:
Primeira: A pena vale. A dor vale. Sujeito e verbo. Ao inverter a ordem, temos: vale a pena.
Segunda: O esforço vale a pena. O esforço vale o sacrifício, não *ao sacrifício.
De todas as formas, temos somente um artigo depois de “valer”, sem preposição. Portanto, sem crase.

Coleção Curta na Escola_Confira

http://www.portacurtas.com.br/

A minha pátria é a Língua Portuguesa_Por Fernando Pessoa


"Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa me teem feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noute em que, ainda creança, li pela primeira vez numa selecta, o passo celebre de Vieira sobre o Rei Salomão, "Fabricou Salomão um palacio..." E fui lendo, até ao fim, tremulo, confuso; depois rompi em lagrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquelle movimento hieratico da nossa clara lingua majestosa, aquelle exprimir das idéas nas palavras inevitaveis, correr de agua porque ha declive, aquelle assombro vocalico em que os sons são cores ideaes - tudo isso me toldou de instincto como uma grande emoção politica. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda chóro. Não é - não - a saudade da infancia, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção d'aquelle momento, a magua de não poder já ler pela primeira vez aquella grande certeza symphonica.
Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha."

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Reflexão do dia


Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desafio de leitura




    O Livro

          O Pequeno Príncipe é o terceiro livro mais vendido do mundo. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos.
          É um dos personagens mais famosos e queridos de todos os tempos, que empolga crianças e adultos com ensinamentos inesquecíveis. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor ao nosso planeta. 


         “As estrelas são todas iluminadas...
         Não será para que cada um possa um dia encontrar a sua?”

         Antoine de Saint-Exupéry

Reflexão do dia


Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las."
Augusto Cury

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Variação linguística_uma realidade de nossa língua


"A linguística atual revela que uma língua não é homogênea e deve ser entendida justamente pelo que caracteriza o homem: a diversidade, a possibilidade de mudanças.

É preciso compreender que tais mudanças, como se pensava no início, não se encerram somente no tempo, mas também se manifestam no espaço, nas camadas sociais e nas representações estilísticas."


Reflexão do dia:

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".
( Paulo Freire )

sábado, 24 de setembro de 2011

Reflexão

"Não encontre um defeito, encontre uma solução; afinal de contas em todos os nossos objetivos, devemos tentar fazer sempre o melhor, pois assim ninguém poderá nos condenar por não termos tentado, mas muita gente poderá nos elogiar por termos conseguido, e é correndo riscos que aprendemos a ser valentes."
                                                                                                                                           (D. Damarte)

Dicionário Neologístico

Divirta-se com os neologismos a seguir:
a.ver.de.jar (v.)- 1. tornar (-se) verde;2. ação própria do indivíduo que possue trantorno de humor (bipolar).
gan.tí.cu.lo(s.m.)- 1. pequeno ganchoutilizadona carpintaria para pendurar objetos; 2.aquele que obtém pequenos ganhos financeiros.
i.co.nos.co.pia (s.f.)-1. estudo das imagens ópticas convertidas em impulsos elétricos;2.designaçãodetodoraio elétrico que,por meio de experiências eestudos científicos, são percebidos através das imagens transmitidas pela tv.
ni.tro.a.dre.na.li.na (s.f.)- 1.substância de propriedadeexplosivae avassaladora que influencia na disposição física; 2.designa tudo aquilo que nutre e drena o humor.
on.tó.lo.go (s.m.)- 1. aquele que estuda as propriedades do ser, que tem formação em ontologia; 2. diz-se de quem está habituado a ficar 'navegando'pela internet de forma ininterrupta.
ri.zo.me.tri.a (s.f.)- 1.parte da botânica que estuda as raízes; nome científico da botânica que se dedica à classificação eestrutura das raízes de um modo geral;2. diz-se do método utilizado pela psicologia para medir o grau do riso.
sar.ra.cho(s.m.)- 1.vasilha de barro utilizada para armazenar sangue de porco coagulado;2. indivíduo robusto que tem o hábitode'tirarsarro' com asdificuldades do outro.
te.tra.ci.clo (s.m.)- 1.veículo com pedal que possue quatro rodas; 2.circunferência virtual que possue quatro dimensões,utilizada pela arquitetura.
vu.tu.car (v.)- 1.provocar oralmente alguém; instigar;apropriar-se de um linguajar vulgar como objetivo de rebaixar, desvalorizar; 2. expressão utilizada na região norte do país, por indivíduos que habitam as localidades ribeirinhas.